Mostrar mensagens com a etiqueta work?... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta work?... Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Oh teacher, oh teacher!

Puto (7 anos): É verdade que o Universo está em crise?
Eu: Bem, o Universo não. Alguns países é que estão.
Puto: Sim, pois... É a mesma coisa. A pergunta também não era essa!
Eu: Então diz lá qual é. (se não o deixo acabar o raciocínio fica nervoso e fala sozinho o resto da aula)
Puto: Se estamos em crise é porque há pouco dinheiro, talvez porque as pessoas rasgam as notas e ficam velhinhas e perdem-se e assim. (esbraceja muito) Mas então e não fazem mais notas porquê? Estragou-se a máquina? Porque se se estragou podem fazer moedas de 2 euros. Também valem muito e talvez dê para remediar enquanto não arranjam a outra.
Eu: Boa ideia! Talvez nunca tenham pensado nisso antes!!! (ar espantado e sério)
Puto: Se a ideia foi minha achas que eles depois fazem algumas a mais para mim?
Eu: Claro que sim! Eu vou falar com eles!
Puto: Obrigado Teacher!  

Os putos acreditam em tudo. Gosto tanto deles (em blocos de 45 minutos.)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

"OH TEACHER!! OH TEACHER!!"

Coisas de sala de aula:

(putos de 7 anos)

Aluno A:"Oh teacher! O B chamou-me paneleiro de um cabrão!"
Aluno C:"Mentira! O B disse paneleiro do caralho!"
Eu (eheheh!):"Children! You can't use those words in class!" - diz que convém falar sempre em Inglês...
Alunos A,B,C,D,E,F...:"Hein?"
Eu (er....):"Acham que podem dizer isso na aula?! Aliás, acham que podem dizer isso?"
Alunos: "Ah!!! Hmmm... Não."
Aluno B:"E se disser em inglês?" - smart ass...
Eu:"NO!!"

Humpf....

sábado, 17 de abril de 2010

Ui o Tribunal de Trabalho é formidável!

Então recebi uma missiva a a dizer o seguinte:

"Assunto: Notificação

Fica notificado, nos termos e para os efeitos a seguir indicados:
Comparecer neste Tribunal... blá blá blá..a fim de prestar declarações e tentativa de conciliação - sim, claro... - nos autos supra-referenciados, sob cominação(uh! Fancy!!) de arquivamento dos autos caso não compareça e não justifique a falta em 5 dias.

Deverá ser portador(a) dos seguintes elementos:
1.Blá blá documentos relativos a relação jurídico-laboral, blá blá... contrato de trabalho (que perdi), recibos de vencimento (as dezenas... das quais perdi metade) e correspondência trocada com o Requerido (as cartinhas do Gulag. Essas tenho.)
2. Nome, Estado Civil e residência de, pelo menos, três testemunhas. - Aqui é que a coisa complica. Ora não vou pedir a ninguém para testemunhar contra o Gulag. E ao fim ao cabo o que eu quero provar está escrito nas cartas todas que troquei com eles. Vou portanto depreender que as testemunhas têm de ser pessoas que saibam ler.
3. B.I., Cartão de Contribuinte e NIB." - Suponho que o NIB é para me pagarem a avultada quantia de indemnização... Só pode.

Posto isto, concluo que sou teimosa que nem uma mula. E sim, tenho SEMPRE razão.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Hoje foi produtivo. Foi.

Coisas que fiz hoje por ordem cronológica de eventos:
*7.20am - Acordei rabujenta e desliguei o despertador de 9 em 9 minutos até ficar atrasada.
* (hora indefinida pela falta de tempo para ver as horas causada pelos constantes adiamentos do despertador) - Saí de casa sem me pentear com o cabelo a escorrer água e com uma mochila cheia e 5 raquetes de ténis às costas.
*9.00 am - Cheguei ao estágio e tomei 2 cafés para conseguir manter-me atenta e paciente perante 19 crianças de 6 anos aos berros.
*10.00 am - Entrei para o autocarro com 19 crianças impacientes aos berros. Destino: piscina municipal.
*12.00 pm - Regressei à escola após uma aulinha de natação em que andei com 19 crianças às costas e dei banho a 7 meninas irrequietas pejadas de cloro até às orelhas e a queixarem-se de fome, sede, sono, vontade de ir à casa de banho e outras coisas que agora não me recordo. Almoço.
*1.15 pm - Elaboração do cartão e da prenda do dia do Pai. O putedo. Berros e mais berros.
*2.15 pm - Aula de ténis aos pequenos. Hora do dia em que berrei mais que eles.

*3.15 pm às 4.20 pm
- Fui a casa buscar a farda (da qual me esqueci de manhã). Tempo de reflexão e acalmia.

*4.20 pm - Rumo ao Gulag, onde chego por volta das 4.35 pm. Fardar e não fardar, maquilhar e não maquilhar, fumar 5 ou 6 cigarros e não fumar... O tempo passou depressa.
*5.15 pm - Pico o ponto. Meia hora de galhofa e recebo telefonema com ordens: "Vai para o 7º." JOY!!!! Tenda da feira do camping :)
*5.45 pm - 10.00 pm:



e coisas assim. Baboseira e disparate. Nem 1 cêntimo vendi, mas não aturei grunhos (clientes/chefes) e ainda aproveitei para ler um livro acerca de sushi. Sinto-me neste momento capacitada para cozinhar uma magnífica refeição ao estilo japonês.

Porra.

domingo, 19 de outubro de 2008

Dias complicados

Ontem foi um dia difícil. Daqueles que demoram a passar. Fartei-me de "trabalhar"...
Por outras palavras não fiz a ponta de um corno. Consegui passar cerca de 8 horas a engonhar. É a vantagem dos sábados: ao contrário de todos os outros dias da semana, plenos de trabalhinhos forçados (parece que estou de castigo, não sei muito bem porquê), aos sábados temos de ficar na loja, só a atender clientes. Se não houver clientes, como ontem, temos de fingir com afinco que estamos a fazer alguma coisa. E para isso sim, tenho muito jeito!

Jacaré na oficina de ski, com a farda da avózinha, mascarada de esquiadora domingueira.

Não há nada pior do que passar o tempo a fazer absolutamente nada. E a ressacar por um cigarro 6 horas (!!!) seguidas... Depois das 20h00m comecei a suar, a ficar inquieta, ansiosa, transtornada e irritada. Até às 23h30m, hora de saída, todos os meus colegas evitaram falar comigo com receio de um murro na tromba. Não me deviam privar dos meus cigarros. Faz-me mal à saúde e à dos que me rodeiam.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Trabalhar sob pressão... ou então não.

No passado sábado à noite, por volta da meia-noite, depois de um dia de castigos infindáveis e trabalhos para lá de forçados:

Eu: "Então vá, vou-me embora. Já está tudo."
Chefe Chefe (o chefe de grupo, pessoa importantíssima que diz FOSTES e manda nos outros chefes a rir-se com ar de fdp): "Então? Está cansadinha? Foi um dia longo com muito trabalho?" - se o cinismo fosse merda o homem tresandava a 5 km...
Eu (com um ar feliz e um grande sorriso na cara): "Difícil? Eu? Cansada? Sabe que eu até gosto de trabalhinhos chatos! Pelo menos não tenho de atender clientes pategos! Não é o chefinho que diz que eu fujo dos clientes e não os abordo e tretas assim? Assim não preciso, fazem vocês o trabalho por mim! Olhe, foi um prazer alancar convosco mais um sábado. Eheh! Agora se me dão licença, tenho de ir para os copos! Até para a semana!!!"
Chefe Chefe: Glup, engole em seco e perde a cara de cú.

É assim. Quanto mais me castigam e me dão trabalho mais eu me rio para eles. Gosto de os irritar! Esta semana estou quilhada. Devem pôr-me só na loja a vender para se vingarem. De qualquem modo, não planeio mexer uma palha. Como sempre.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Conversas de trabalho

É giro trabalhar no meio de um monte de gajos. Dá azo a coisas deste género (ainda na altura em que se podia fumar na casa de banho...)

Eu: "Vou à casa de banho."
Chefe: "Outra vez???"
Eu: "Mas qual é o problema?? Vou mudar o tampão."
Chefe (encaralhado): "Ah sim... Ok.. Vai vai..."

Passado uns tempos...

Eu: "Vou à casa de banho."
Chefe (armado em esperto): "Outra vez? Vais mudar o tampão é?" (risadinhas)
Eu: "E se fôr? É preciso informar?"

Passado uns tempos...

Eu: "Vou à casa de banho."
Chefe: "Pá.. Desculpa lá... Mas estás sempre com período? Não vais nada! Já te topei!!"
Eu: "Mas... Mas..."

Perdem todo o respeito pelas mulheres aqueles gajos... Tssss tsssssss..

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Clientes. Partes V e VI

No dia da derrota de Portugal fui gentilmente enviada para o 7º piso, o paraíso do camping e das piscinas da intex. Uma tenda gigantesca que fica no terraço do Centro. Quando está vento abana como um barco e o chão mexe-se, ao ponto de causar náuseas. Foram porreiros ao mandar-me para lá, já que ali posso fumar de 20 em 20 minutos e nunca tenho clientes. E ainda tenho colchões e colchonetes e redes daquelas com suporte para dormir a sesta. E tendas montadas (o esconderijo perfeito). Enfim, mais uns telefonemas para o pessoal cá de baixo, um pacote de bolachas e uns livros sobre viagens que espalharam por lá para montar o cenário. É uma vida santa.

O problema são os clientes. Gente muito estranha. (Desconfio que é por eu estar lá. Toda a gente sabe que os clientes estranhos vêm sempre sempre ter comigo...)

E a primeira dessa bela noite (rufar de tambores), uma senhora com os seus 40 anos, 1,50m, vestida de ganga de cima abaixo (com a brasa que estava nesse dia), umas botas à motard e uns óculos que lhe iam da testa ao queixo, mesmo à geek.

Eu: "Boa noite! Se precisar de ajuda..."
Sra (corada corada!!!! mas eu pensei que fosse do calor... aos berros): "AGORA??? AGORA É QUE ME PERGUNTAM SE PRECISO DE AJUDA!!!!! DEPOIS DE ESTAR NO ELEVADOR 7 DURANTE 2 HORAS NO SEGUNDO PISO VEM VOCÊ A PERGUNTAR SE EU QUERO AJUDA!!!! NÃO! AGORA JÁ NÃO QUERO NADA!!!"
Eu (A rir-me para dentro e quase quase para fora, com tom de voz condescendente): "Ah que chatice! É estranho a manutenção ter demorado tanto tempo. Não é costume."
Sra(ainda mais irritada): "POIS! MAS FOI O QUE ACONTECEU! E EU VINHA PARA COMPRAR UM CHAPÉU DE SOL E OLHE... JÁ NÃO ME APETECE. VOU-ME MAS É EMBORA!"
Eu (a conter a gargalhada): "Pois, imagino. Mas já que chegou cá acima..."

E a mulher olha para mim com desdém, vira-me costas e vai-se embora.

Eu fui para o terraço fumar um cigarro e rir que nem uma perdida. Mas logo que entrei na tenda aparece o segundo concorrente do concurso do cliente mais bizarro do ano. Rapaz com 30 e poucos, boa apresentação e um ar simpático (embora com um sotaque bizarro...). Foi então que travámos um diálogo de não mais que 10 minutos em que eu fiquei a saber TUDO sobre a vida dele:

Eu: "Olá boa noite. Precisa de ajuda?"
Sr: "Sim! Olá! Tá boa? Preciso de 2 coisas. Primeiro um colete salva-vidas para a minha filha."
Eu (a agarrar num colete de criança): "E quanto é que ela pesa?"
Sr (solta gargalhada estridente com tom sarcástico): "Isso? Nunca!!" - e pega num de adulto para pessoas entre os 70 e os 90 kg.
Eu (com ar de intrigada): "Mas... Que idade é que tem a sua filha? Presumi que ainda seria uma criança.."
Sr: "E é! Mas está um monstro! A avó dá-lhe de comer como se ela fosse uma vaca!"
Eu engulo em seco.
O sr levanta a t-shirt (DELE) e remata com esta: "Eu a gastar milhares com lipos para ficar assim e aquela mula velha dá de comer à miúda como se não houvesse dia de amanhã! É de ir aos arames! Enfim, levo este e nem sei se lhe vai servir!"
Eu (a tremer): "Serve de certeza. Vai até aos 90 kg.Não acha que ela..." - e calei os cornos.
Sr: "Preciso também de um short para a minha mulher, destes mais baratos que temos imensos em casa, mas precisamos de um para amanhã. Ela mede cerca de 1,60m e pesa 55 kg mais ou menos."
Pego num 38 e mostro-lhe. Ele pega nele, analisa e diz-me esta:
Sr: "Hmmmmm... Ela pôs 200 cc em cada mama. Acha que cabe?"
Eu (a pensar "hein???"): "Pois, não faço ideia do volume..."
Sr (olha para as minhas, franze o sobrolho, olha para o peito dele e exemplifica nele o volume): "São mais ou menos assim!" - e manda um sorriso genial.
Eu (já a rir-me para catano...): "Acho que sim! Mas se não servir troca-se!"

Prosseguiu a conversa amena e cheia de risadas em que ele me confessou ter 32.000 contos numa conta, e mais ou menos o mesmo na outra. Falou-me da mulher, da vaca da sogra e do bisontezinho da filha. Na vida dele no Rio de Janeiro e como nunca devíamos desistir dos nossos sonhos. Perguntou-me o que é que eu estava ali a fazer (com um olhar de quem tem pena..). Eu esclareci-o - sou part-time e nem sequer sou daquele piso.. o meu é melhor... blá blá blá.. mais interessante... Faculdade... (curioso como senti necessidade de me justificar...)

No final do encontro, esticou-me a mão. Até aí tudo bem. É normal um aperto de mão de um cliente satisfeito e o ocasional "Oh filha obrigadinha dá cá uma beijoca" das velhotas. Mas este agarrou-me a mão e espetou-me um BEIJO. NA MÃO. E rematou com um "gosto de si!".

Ora foda-se. Contacto físico levado ao extremo. Ao que eu pensei "se gostas mesmo o que era bom era passares para cá uns trocos, já que cagas notas." E foi-se embora todo contente. E eu fiquei ali com a mão toda babada a pensar nas mamas da mulher e na filha gigantesca. E no que demónios estava ali a fazer. Por isso fui ler um livro sobre cidades espanholas seguido de outro cigarro no 8º piso (para mudar de ares).

Há gente mesmo sacada do cú com um gancho. E toda essa gente se atravessa no meu caminho.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Clientes. Partes II e III

A minha área de vendas muda com o tempo. No Verão os skis vão-se embora e dão lugar a coisas como tendas, chapéus de sol, fatos de surf e pranchas de bodyboard. E chinelos. Milhares de pares de chinelos. É então que se instala o caos junto dos clientes e na minha pobre e cansada cabeça:
Cliente II(65 anos, com os pés para a cova, gordo que nem um texugo, armado aos cágados): "Olá menina. Ando à procura de uns skis novos, mas quero comprar uma coisa boa. Topo de gama."
Eu(a topar que a venda vai dar molho): "Então e o senhor pratica há muito tempo? E que tipo de ski prefere?"
Cliente II: "Oh sim sim! Pratico há muitos anos! Por isso é que quero investir num bom equipamento! Quais são os melhores skis que têm?" - pergunta enquanto lança as patas a uns supershape de 700 euros (réplica se ski de competição) e olha de esguelha para os dynastar Omeglass de 800 (igualmente de competição, slalom).
Eu: "O melhor é relativo. Recomendamos os skis para o nível de ski do cliente e para o tipo de ski que costuma praticar." - digo, temendo pela vida daquele avôzinho com uns skis daqueles nos pés.
Cliente II: " Mas como já lhe disse quero o melhor! Por isso vou decidir entre estes 2."
Eu (a tentar dar a volta à questão e a dizer adeus à comissão por causa da minha mania de praticar o bem): "Esse ski tem um nível de exigência e disciplina muito elevado. É uma réplica de um ski de competição, pelo que exige uma excelente preparação física. Tenho medo que não seja aquilo que procura, visto que o ski que praticamos é por norma pouco agressivo, mais recreativo do que propriamente competitivo... Talvez não vá usufruir ao máximo dos skis!..."
Cliente II: "Pois, mas estes são os melhores e eu quero os melhores. Vou levar. Qual acha que é o tamanho adequado para mim?"
Eu (com cara de cú): "Deve ser 175. Vejamos... Blá blá blá..." - quando o que realmente deveria e queria ter dito era "Oh meu velho badocha que caga dinheiro!!!!! Para que raio é que queres esta merda? Para morreres mais depressa? Ora faça favor! E não comeces a comer e a beber menos que antes de pores as patas na neve com 800 euros mal empregues nas patas ainda morres com uma veia entupida ou rebentas... URSO!!!
Estou eu a segurar nos skis do velho cliente II quando do nada:
Cliente III: "Olhe desculpe!? Tem havaianas?" - pergunta, tocando-me no braço como se fôssemos amigos de infância.
TENHO UNS SKIS NA MÃO!!! ACHAS QUE TENHO HAVAIANAS MEU ANORMAL??? E EVITA O CONTACTO FÍSICO OH CABAZ DE CORNOS!!!
Eu (com um ar desesperado): "Ainda não. Talvez para o mês que vem..."



sábado, 23 de fevereiro de 2008

aiai..

Se o Jude Law fosse meu colega de trabalho já tinha sido despedida com justa causa por assédio sexual. Ah pois tinha.