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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Oh teacher, oh teacher!

Puto (7 anos): É verdade que o Universo está em crise?
Eu: Bem, o Universo não. Alguns países é que estão.
Puto: Sim, pois... É a mesma coisa. A pergunta também não era essa!
Eu: Então diz lá qual é. (se não o deixo acabar o raciocínio fica nervoso e fala sozinho o resto da aula)
Puto: Se estamos em crise é porque há pouco dinheiro, talvez porque as pessoas rasgam as notas e ficam velhinhas e perdem-se e assim. (esbraceja muito) Mas então e não fazem mais notas porquê? Estragou-se a máquina? Porque se se estragou podem fazer moedas de 2 euros. Também valem muito e talvez dê para remediar enquanto não arranjam a outra.
Eu: Boa ideia! Talvez nunca tenham pensado nisso antes!!! (ar espantado e sério)
Puto: Se a ideia foi minha achas que eles depois fazem algumas a mais para mim?
Eu: Claro que sim! Eu vou falar com eles!
Puto: Obrigado Teacher!  

Os putos acreditam em tudo. Gosto tanto deles (em blocos de 45 minutos.)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Oh a genialidade!



A melhor tira de BD que vi nos últimos tempos. No DN de hoje.

domingo, 10 de maio de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

Conclusão do dia

Nunca serei uma boa dona de casa. Razões há muitas. A destacar:
- Não passo roupa a ferro. Estendo tudo muito direitinho.
- Cheguei à cozinha, abri o frigorífico e mandei tudo o que lá estava fora porque já tinha passado o prazo de validade. Até as putas das cenouras.
- Tinha louça acumulada de 2 semanas: chávenas de café e colheres pequenas. Só dei por isso quando quis ir fazer um café e não havia louça.
- Penso sempre "Limpo amanhã!" e o amanhã demora sempre pelo menos 1 mês a chegar.
- Ponho a roupa a lavar e esqueço-me dela na máquina. Depois tenho de a lavar outra vez... e outra...
- Fazer a cama chateia-me. Só faço no caso de haver visitas ou se não tiver mesmo nada para fazer.
- Limpar o pó é aborrecido. E reaparece logo. Mais vale deixar acumular um bocadinho antes de o limpar, senão não faço mais nada na vida!
- Outra coisa que me incomoda é dobrar roupa. Não consigo dobrar nada direito. Muitas vezes me perguntam no gulag se em casa também dobro a roupa assim (MAL). Respondo com um certo orgulho que em casa ainda a dobro de modo pior.
- Tudo o que é ser vivo a meu cuidado tende a morrer. Até cactos eu mato. Não posso ter filhos. Nem cãezinhos.

Por tudo isto e por mais algumas razões (e preguiça) não me sinto de todo capacitada para abraçar a vida adulta. Sou uma irresponsável. Um dia ainda me deixo morrer à fome. (à sede nunca, mas à fome é possível)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Repensar e depois não concluir absolutamente nada/ Almoço de amigos/ Tretas/Mas que car**** é que ando a fazer com a minha vida?

Combinei ir almoçar com o meu melhor amigo que está a trabalhar ali para os lados do Marquês. "Boa! Na quinta então. Está combinado. O meu primo também vai." Boa, pensei eu. Almoço à maneira! E foi. De facto. Combinámos ali à saída do metro e lá estava eu de calças de ganga, t-shirt e ténis (despenteada como é hábito), cara de sono e meia ressaca, à espera do Bro. Até aí tudo bem. Depois aparece-me ele de fato, com o colega de fato e juntou-se o primo de fato.

É nessa altura que eu começo a pensar o que raio ando a fazer à minha vidinha, quando os meus amigos (os doidos bêbedos de outrora) aparecem de fato, mascarados de executivos, para almoçar comigo. É a virar para o desconcertante. E digo eu embaraçada em tom de risota: "Hmmmm.. Acho que estou um nadinha mal vestida para andar com os doutores na rua...". Resposta: "Náaaa! Nós é que estamos mal vestidos para andar contigo!" Gostei. Comentário decente. Condescendente, mas de amigo. Não pude deixar de me sentir deslocada, mas a sensação passou gradualmente.

Depois veio a parte do almoço: entrei na tasca chique com os executivos e pedimos espetada de porco preto. E vinho verde fresquinho. Muito bom (tanto que estou entexugada até às orelhas).
Conversa de almoço: futebol, viagens, férias e vira... economia, direito, política. Tudo na mesma. Disparates e discussões parvas. Risadas e muita parvoíce. Há mesmo coisas que nunca mudam.

Sinto-me "atrasada" em relação aos meus amiguitos de fato, os ex-bebedolas que não queriam saber do dia seguinte e viviam para curtir cada momento. Às vezes (mas só às vezes) parece que estão um passo (ou 7) à minha frente. Mas no fundo nada mudou, apenas a indumentária e os horários. E afinal.. Sou novinha. Daqui a 5 anos, quando tiver a idade actual deles também vou andar de fato, ser casada e ter 3 filhos ou 4. Ou então não (e espero bem que não!!! ahahah), mas não vale a pena andar a pensar nisso. Entretanto sou executiva em part-time e por afinidade. Eles deixam :)

É engraçado como não consigo nem por nada imaginar como vai ser o meu futuro. Mas parece-me que vai ser muito semelhante ao presente, e gosto da ideia. Menos na altura do choque em que os vejo de fato ou a casar... Enfim. Carpe diem.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Clientes. Partes V e VI

No dia da derrota de Portugal fui gentilmente enviada para o 7º piso, o paraíso do camping e das piscinas da intex. Uma tenda gigantesca que fica no terraço do Centro. Quando está vento abana como um barco e o chão mexe-se, ao ponto de causar náuseas. Foram porreiros ao mandar-me para lá, já que ali posso fumar de 20 em 20 minutos e nunca tenho clientes. E ainda tenho colchões e colchonetes e redes daquelas com suporte para dormir a sesta. E tendas montadas (o esconderijo perfeito). Enfim, mais uns telefonemas para o pessoal cá de baixo, um pacote de bolachas e uns livros sobre viagens que espalharam por lá para montar o cenário. É uma vida santa.

O problema são os clientes. Gente muito estranha. (Desconfio que é por eu estar lá. Toda a gente sabe que os clientes estranhos vêm sempre sempre ter comigo...)

E a primeira dessa bela noite (rufar de tambores), uma senhora com os seus 40 anos, 1,50m, vestida de ganga de cima abaixo (com a brasa que estava nesse dia), umas botas à motard e uns óculos que lhe iam da testa ao queixo, mesmo à geek.

Eu: "Boa noite! Se precisar de ajuda..."
Sra (corada corada!!!! mas eu pensei que fosse do calor... aos berros): "AGORA??? AGORA É QUE ME PERGUNTAM SE PRECISO DE AJUDA!!!!! DEPOIS DE ESTAR NO ELEVADOR 7 DURANTE 2 HORAS NO SEGUNDO PISO VEM VOCÊ A PERGUNTAR SE EU QUERO AJUDA!!!! NÃO! AGORA JÁ NÃO QUERO NADA!!!"
Eu (A rir-me para dentro e quase quase para fora, com tom de voz condescendente): "Ah que chatice! É estranho a manutenção ter demorado tanto tempo. Não é costume."
Sra(ainda mais irritada): "POIS! MAS FOI O QUE ACONTECEU! E EU VINHA PARA COMPRAR UM CHAPÉU DE SOL E OLHE... JÁ NÃO ME APETECE. VOU-ME MAS É EMBORA!"
Eu (a conter a gargalhada): "Pois, imagino. Mas já que chegou cá acima..."

E a mulher olha para mim com desdém, vira-me costas e vai-se embora.

Eu fui para o terraço fumar um cigarro e rir que nem uma perdida. Mas logo que entrei na tenda aparece o segundo concorrente do concurso do cliente mais bizarro do ano. Rapaz com 30 e poucos, boa apresentação e um ar simpático (embora com um sotaque bizarro...). Foi então que travámos um diálogo de não mais que 10 minutos em que eu fiquei a saber TUDO sobre a vida dele:

Eu: "Olá boa noite. Precisa de ajuda?"
Sr: "Sim! Olá! Tá boa? Preciso de 2 coisas. Primeiro um colete salva-vidas para a minha filha."
Eu (a agarrar num colete de criança): "E quanto é que ela pesa?"
Sr (solta gargalhada estridente com tom sarcástico): "Isso? Nunca!!" - e pega num de adulto para pessoas entre os 70 e os 90 kg.
Eu (com ar de intrigada): "Mas... Que idade é que tem a sua filha? Presumi que ainda seria uma criança.."
Sr: "E é! Mas está um monstro! A avó dá-lhe de comer como se ela fosse uma vaca!"
Eu engulo em seco.
O sr levanta a t-shirt (DELE) e remata com esta: "Eu a gastar milhares com lipos para ficar assim e aquela mula velha dá de comer à miúda como se não houvesse dia de amanhã! É de ir aos arames! Enfim, levo este e nem sei se lhe vai servir!"
Eu (a tremer): "Serve de certeza. Vai até aos 90 kg.Não acha que ela..." - e calei os cornos.
Sr: "Preciso também de um short para a minha mulher, destes mais baratos que temos imensos em casa, mas precisamos de um para amanhã. Ela mede cerca de 1,60m e pesa 55 kg mais ou menos."
Pego num 38 e mostro-lhe. Ele pega nele, analisa e diz-me esta:
Sr: "Hmmmmm... Ela pôs 200 cc em cada mama. Acha que cabe?"
Eu (a pensar "hein???"): "Pois, não faço ideia do volume..."
Sr (olha para as minhas, franze o sobrolho, olha para o peito dele e exemplifica nele o volume): "São mais ou menos assim!" - e manda um sorriso genial.
Eu (já a rir-me para catano...): "Acho que sim! Mas se não servir troca-se!"

Prosseguiu a conversa amena e cheia de risadas em que ele me confessou ter 32.000 contos numa conta, e mais ou menos o mesmo na outra. Falou-me da mulher, da vaca da sogra e do bisontezinho da filha. Na vida dele no Rio de Janeiro e como nunca devíamos desistir dos nossos sonhos. Perguntou-me o que é que eu estava ali a fazer (com um olhar de quem tem pena..). Eu esclareci-o - sou part-time e nem sequer sou daquele piso.. o meu é melhor... blá blá blá.. mais interessante... Faculdade... (curioso como senti necessidade de me justificar...)

No final do encontro, esticou-me a mão. Até aí tudo bem. É normal um aperto de mão de um cliente satisfeito e o ocasional "Oh filha obrigadinha dá cá uma beijoca" das velhotas. Mas este agarrou-me a mão e espetou-me um BEIJO. NA MÃO. E rematou com um "gosto de si!".

Ora foda-se. Contacto físico levado ao extremo. Ao que eu pensei "se gostas mesmo o que era bom era passares para cá uns trocos, já que cagas notas." E foi-se embora todo contente. E eu fiquei ali com a mão toda babada a pensar nas mamas da mulher e na filha gigantesca. E no que demónios estava ali a fazer. Por isso fui ler um livro sobre cidades espanholas seguido de outro cigarro no 8º piso (para mudar de ares).

Há gente mesmo sacada do cú com um gancho. E toda essa gente se atravessa no meu caminho.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A cerveja aproxima o Homem

Saí do trabalho e fui com o meu coleguinha à tasca comer uma sopinha, um preguinho e umas imperiaizinhas (como diz o empregado.. eheh). Nada de anormal até aqui. Quem se juntou a nós desta vez foi o chefinho 1, à paisana. Eu sei que ele é um gajo normal, mas quando estamos no gulag ele é o inimigo. No entanto fora do gulag não é nada assim. É curioso como gosto dele quando há cerveja à mistura!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Hoje estou armada em gaja sensível:

transtornada, enfadada e chateada. Com falta de paciência e irritadiça. Até lavei a loiça logo a seguir ao jantar. Para acabar com esse mal só tenho uma coisa a fazer: jogar pro evolution enquanto bebo uma bjeca fresquinha a ver se isto passa, não me vá dar vontade de lavar o chão ou passar a ferro!..

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Hoje é dia de

apagar os últimos 8 anos ou morrer com uma espada de samurai espetada no estômago. (Não me oponho às catanas)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Kids

Estou a meio de dar uma aulinha. A minha colega de estágio está para ali a falar, a falar. Eles estão a olhar para ela como burros a olhar para um palácio. O tema é a reciclagem. Acho que o futuro do mundo corre perigo... Se depender deles isto vai tudo com o caralho...
Os meninos estão muito mais interessados na Guerra das Estrelas, no Pro Evolution e nos fracos resultados do Benfica. As meninas estão interessadas em mochilas, canetas, ténis novos e cãezinhos bebés. Estou genuinamente preocupada com a próxima geração. Até porque é suposto eu ter responsabilidade sobre a educação deles... E também gosto de pro evolution, futebol e guerra das estrelas. Não sei bem o que fazer. Raios.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Nuts

Sei que algo de estranho se passa comigo quando qualquer motivo me serve de desculpa para apanhar um pifo. E considero nutritiva uma refeição de ovos estrelados com puré instantâneo.
Acho que a minha alma de estudante voltou, até porque não me apetece pegar num livro.

Estou cheia de sede! ahahah - Life is goooood! (E daí... talvez nem por isso...)

domingo, 27 de abril de 2008

Ai ai.. Suspiro!...

Ontem tive uma visão do paraíso... A minha antiga paixão dos primeiros tempos de faculdade. Aquele inatingível homem poooooodre... Aquele que me levava ao altar e que me faria ter 12 filhos de rajada. Aquele que andava sempre a picar-me, que era o melhor amigo do meu amigo da faculdade. Aquela perfeição da natureza (quais passarinhos e montanhas e focas bebés...). Aquele que eu não partilharia com ninguém. Aquele...

E continua perdido de bom. Melhor ainda (se é que isso é possível...). E houve um momento. E por isso agora tenho de ir ao bairro alto todos os sábados e estar ali naquele mesmo sítio por volta da 1:30 da manhã. Podia telefonar-lhe, mas assim dá mais luta. E assim me encontro reapaixonada.
Agora desenho corações em todo o lado e suspiro de 3 em 3 minutos. ai ai.

Quero.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Carla Bruni - L´amour (Live)



A Madame Sarkozy está a falar bem.

domingo, 6 de abril de 2008

The end

Um rolo inteiro de papel higiénico que me irritou. Foram dias complicados. Cada vez que tentava arrancar umas folhinhas e aquilo rasgava a meio da folha era uma sensação desconcertante. Nenhum picotado num rolo inteiro funcionou em condições. E até é daquele papel XPTO que tem folha dupla ou tripla e desenhos bonitos (em relevo!) para nos entretermos enquanto estamos à espera. Para a próxima compro um pack no Minipreço a 1/8 do preço. Aposto que esse rasga pelo picotado. Felizmente já acabou, e o novo rolo, embora proveniente da mesma embalagem, é daqueles que obedecem ao picotado. Finalmente vou ter descanso na casa de banho.