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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mas o dia correu bem

porque vou ter um casamento daqui a sensivelmente duas semana. E eu não vou a casamentos a não ser que seja absolutamente obrigatório ou meta amigos e canecos à mistura. E é esse o caso. Fui então em busca de um trapinho para vestir. E encontrei um vestido. Sim meus amigos... não vou de calças de ganga, nem de calções. Não vou de ténis nem de chinelos. Nem sequer vou comprar (mais) uma t-shirt nova para a ocasião. Vou de vestido. Little black dress. ahah!!

É para fazer ver aos incrédulos que andavam para aí a dizer em tom de brincadeirinha (estúpida!): "Então? vais comprar uns calções e uma t-shirt? Talvez um chinelo de enfiar no dedo! ahahah! Tou para ver!"

(suspiro...)

mas é giro que se farta. Pena não servir para mais nada. Talvez panos do pó.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

E hoje dei por mim armada em gaja*

Fui para comprar uma raquete de ténis.
P (o vendedor): "Pá, esta é óptima para ti."
Eu: "Mas é feia.. Não há uma mais bonita?"
P: "Feia?! Mas é boa!"
Eu: "Mas é feia como tudo.. Tenho de pensar.. Não sei se quero..."
P: (suspiro...)

Mas que raio é que me deu?? Amanhã vou comprar a raquete feia. Mas boa.

*muito estúpida.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Repensar e depois não concluir absolutamente nada/ Almoço de amigos/ Tretas/Mas que car**** é que ando a fazer com a minha vida?

Combinei ir almoçar com o meu melhor amigo que está a trabalhar ali para os lados do Marquês. "Boa! Na quinta então. Está combinado. O meu primo também vai." Boa, pensei eu. Almoço à maneira! E foi. De facto. Combinámos ali à saída do metro e lá estava eu de calças de ganga, t-shirt e ténis (despenteada como é hábito), cara de sono e meia ressaca, à espera do Bro. Até aí tudo bem. Depois aparece-me ele de fato, com o colega de fato e juntou-se o primo de fato.

É nessa altura que eu começo a pensar o que raio ando a fazer à minha vidinha, quando os meus amigos (os doidos bêbedos de outrora) aparecem de fato, mascarados de executivos, para almoçar comigo. É a virar para o desconcertante. E digo eu embaraçada em tom de risota: "Hmmmm.. Acho que estou um nadinha mal vestida para andar com os doutores na rua...". Resposta: "Náaaa! Nós é que estamos mal vestidos para andar contigo!" Gostei. Comentário decente. Condescendente, mas de amigo. Não pude deixar de me sentir deslocada, mas a sensação passou gradualmente.

Depois veio a parte do almoço: entrei na tasca chique com os executivos e pedimos espetada de porco preto. E vinho verde fresquinho. Muito bom (tanto que estou entexugada até às orelhas).
Conversa de almoço: futebol, viagens, férias e vira... economia, direito, política. Tudo na mesma. Disparates e discussões parvas. Risadas e muita parvoíce. Há mesmo coisas que nunca mudam.

Sinto-me "atrasada" em relação aos meus amiguitos de fato, os ex-bebedolas que não queriam saber do dia seguinte e viviam para curtir cada momento. Às vezes (mas só às vezes) parece que estão um passo (ou 7) à minha frente. Mas no fundo nada mudou, apenas a indumentária e os horários. E afinal.. Sou novinha. Daqui a 5 anos, quando tiver a idade actual deles também vou andar de fato, ser casada e ter 3 filhos ou 4. Ou então não (e espero bem que não!!! ahahah), mas não vale a pena andar a pensar nisso. Entretanto sou executiva em part-time e por afinidade. Eles deixam :)

É engraçado como não consigo nem por nada imaginar como vai ser o meu futuro. Mas parece-me que vai ser muito semelhante ao presente, e gosto da ideia. Menos na altura do choque em que os vejo de fato ou a casar... Enfim. Carpe diem.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Tenho um desporto novo,

é o ténis. Um desporto muito urbano. Vou com a minha partner de trabalho (sra. Gamerix) e temos um professor muito porreiro (que também faz uma perninha lá no Gulag, pelo que também é colega). Acordamos cedinho e vamos para o clube (muito chique), onde temos uma hora de aula na qual dizemos baboseira até mais não e dizemos mal dos chefes todos. Mandamos bolas para os outros campos, tentando sempre incomodar todos os utentes do campo, e matamos a cabeça ao Pedro (o prof). Ele diz que vê em nós um futuro promissor (por outras palavras, mas dá claramente a entender que somos boas alunas com frases como "é isso mesmo! Estás a ver? Assim acertas na bola!"). Diz que mais umas semanas e estamos em Roland Garros. Tenho portanto de começar a treinar aqueles gritinhos guturais à tenista profissional.

Uma coisa curiosa que se dá em todos os desportos que pratico com o pessoal do corte inglés é que seja durante, seja após, há sempre uma meia horinha em que dizemos mal de todos os chefes e de alguns colegas menos desejados. E do sistema em si.
Quando vamos para a praia é no tempo de espera das ondas e depois, na hora do café e no caminho de casa. No ténis é ainda mais giro porque podemos imaginar que as bolas são as cabeças dos chefes, pelo que saem bolas que vão parar à piscina.

Hoje sinto-me urbana. E dói-me o pulso direito.