Mostrar mensagens com a etiqueta a vida nos subúrbios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta a vida nos subúrbios. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Estou a enlouquecer.

Obras no prédio.

Eu habito no 2º andar. Pensava que as obras eram aqui ao lado, ou em cima, tal era a magnitude do estardalhaço matinal. O chão treme e uma pessoa pensa "Que azar do caralho... Tinha de ser logo aqui. 9 andares e tinha de ser aqui ao pé!".

Tampões nos ouvidos, almofada em cima da cabeça.

Em conversa com a senhora do café de baixo (7º andar):
Jacaré: "As obras nunca mais acabam! Até sinto o chão a tremer..."
Sra do café: "Então que direi eu! Até me caem coisas do armário! É impossível estar em minha casa durante o tempo que andam lá nos batuques!"
Jacaré: "Mas... Tão longe e mesmo assim consegue ouvir tanto?"
Sra do café: "Oh filha! Longe? É mesmo por cima da minha casa!"

As obras que julgava serem aqui mesmo ao lado são, afinal, 6 andares acima.

Nesse mesmo dia, em almoço com o R. regado a vinho carrascão na cantina dos bombeiros do Marquês de Pombal:

Jacaré: "Porra Bro.. As obras estão a dar cabo de mim. E descobri que são no 8º andar! Não durmo... Pareço um zombie."
R.: "Isso é estranho. E já duram há muito tempo?"
Jacaré: "Sim. Para aí 2 semanas. Parece que andam a partir aquela merda toda."
R.: "Ui. Vê lá se não são um bando de otários que estão a mandar abaixo uma parede mestra. Ainda te cai a merda do prédio em cima." - ar natural e mais uma garfada.
Jacaré: "Oh achas?! Disparate."

Optimista o menino. O certo é que passei a temer pela minha vida. E cada vez estou mais célere e afoita na busca de casa.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Subway

(Sem ser o do Peter Murphy...)

Sexta-feira é dia de andar de metro. Costumo ir ao Marquês almoçar com o meu advogado/amigalhaço. E vou de metro para evitar a confusão de estacionamento. Hoje o metro estava com problemas. Tremia por todos os lados quando arrancava, e tinha pequenas paragens, como que engasgado, coitado. Pelo que concluí que das duas, uma:

- Estaria com problemas no motor de arranque.
- O sr condutor seria um novato que ainda não dominava a embraiagem.

Em todo o caso, e como abomino andar de metro, quase chorei com a hipótese de ficar ali debaixo, no meio de gente estranha e mal-cheirosa, com falta de ar. A vida passou-me à frente dos olhos, tipo flash, e imaginei o metro a chocar de frente contra as Twin Towers (as de cá...). Por sorte não aconteceu nada. E já me encontro em casa, a salvo, depois de umas febras regadas com um tinto da casa na cantina dos bombeiros.

E agora vou dormir a siesta para depois aguentar 5 horinhas no gulag.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Maus hábitos

Sair do trabalho e ir beber uma bjeca antes de ir para casa "só para descomprimir!".

O que acontece SEMPRE é que nunca se bebe só uma. Bebem-se sempre 3 ou 4 e depois as da abalada: "Vá, é a última. Depois vamos embora.". Está mais que visto que a última são sempre algumas, e é assim que chego a casa sempre para o torta, uma vez que todas as bjecas caíram em saco vazio, que jantar é mentira.

Viver nos subúrbios tem o que se lhe diga. E faz mal ao fígado.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ohpá... que chatice

já não moro sozinha :(

Agora moro com o meu amigo/ coordenador (espécie de chefe no trabalho)/senhorio (porque é efectivamente o dono da casa...).
Já não posso andar por aí à vontade, nem deixar a porta da casa de banho aberta. Espero lembrar-me disto nestes primeiros tempos de adaptação. E espero que ele se lembre também, senão vai ser traumatizante!...

Enfim, novas aventuras e coisas estranhas se irão passar. Estejam atentos aos próximos episódios, que isto promete!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Parvoíce

Fui outra vez comprar tabaco à noite. Desta vez não me enganei no caminho. Mas tentaram vender-me erva ao pé de um polícia.
Ora o polícia topou (porque estava mesmo à minha frente na fila) e agarrou o chavalito pelo braço (que estava atrás de mim na fila) que se soltou num ápice e desatou a correr pela rua abaixo. O polícia deixou-se estar, olhando para mim de lado. Eu só disse "Corajoso o rapaz!". Olhei para o outro lado e só não assobiei porque poderia parecer desacato à autoridade.

Agora há que analisar esta segunda tentativa:
1. Porque é que toda a gente na Amadora supõe que eu quero comprar droga?
2. O que é que leva um otário a tentar vender droga numa fila onde está um polícia?
3. Porque é que o polícia ficou ali parado e não foi atrás do meliante? Será que achou que eu era a verdadeira ameaça ou estava mesmo com muita sede? (já que foi comprar uma garrafa de água)
4. Porque demónios é que eu venho para casa sem tabaco?
5. Mas será que cada vez que saio à rua tem de me acontecer uma coisa estapafúrdia?

Irra! Vida estranha...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

As voltas que a vida dá

Sei que a minha vidinha está muito mais interessante quando saio de casa para comprar tabaco e, como sou desorientada que me farto, viro no sítio errado e vou parar à Cova da Moura.

O acto (anteriormente simples) de ir comprar tabaco é agora uma espécie de aventura à Bond (ou à Jones, que agora está mais em voga).

Para melhorar a aventura, no meio do bairro estava parada uma carrinha. E do outro lado da estrada estavam mesas (?). O meu carro não cabia. Parei. As pessoas olharam. Ninguém fez nada. Abri a janela e com um sorriso que iluminou a noite travei o seguinte diálogo:
Eu: "Boa noite!"
Senhor (dono da carrinha encostado à mesma sem mexer uma palha): "Queres comprar? Eu não vendo."
Eu: "Não não! Obrigada! Queria era passar. Como estão ali as mesas não consigo..."
*Atenção que o problema não era a carrinha! ERAM AS MESAS! Jogada esperta! Ah e... era uma rua de 2 sentidos. Devia ir lá alguém da J.A.E. ver daquilo.
Senhor: "Ah tá bem. OH MÃE!!!! MÃE!!! FODA-SE! OH MÃE!!!"
Senhora velhota (com ar de quem não quer ser incomodada) vem à porta do barraco: "O que foi agora CARALHO?"
Senhor: "As mesas! A mulher quer passar e não pode! Não vês que estão no meio da estrada?"
Senhora: "Olha e se pegasses nas patas e as tirasses tu?" - berra enquanto entra para casa.
Senhor: "Raio da velha! Parece que é parva!" - diz o senhor enquanto se aproxima do meu carro.
Eu (sorridente e a fingir que não tinha ouvido nada): "Glup.." - engulo em seco.
Senhor: "É só um bocadinho minha senhora! Desculpe lá." - e desata a mandar as mesas para dentro de casa à bruta.
Eu: "Veja lá.. se quiser ajuda!..."
Senhor: "Não! Já está! E a seguir leva a velha com elas nos cornos." - diz sorridente. - "Desculpe lá estar à espera!"
Eu: "Ora essa! Não tem mal. Obrigadinha, boa noite!
Senhor: "De nada! Adeus!"

A minha vida tem coisas que não lembram a ninguém. Antigamente quando saía para ir comprar tabaco e me enganava no caminho ia ter ao Saldanha. Agora vou ter à Cova da Moura. E no Saldanha geralmente não havia mesas no meio da estrada. Só carros. Era uma vida tão monótona!... Não sei como aguentei. argh...


terça-feira, 20 de maio de 2008

COVA DA MOURA: O MEU BAIRRO (eheheh)

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tv=7&tipo=ply

Coisa fiiiina! Os meus vizinhos, gente do bem.
"já fui agredida grávida e não grávida" - ahahahah

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A vidinha nos subúrbios

é soberba! Já tenho amigos novos, a senhora do café da frente já me tira o café quando me vê entrar, há tascas porreiras a dar com um pau, os semáforos não me chateiam à noite, e até há sítios bons para jogar snooker! Tudo corre às mil maravilhas.

(Diz em tom de desculpa a gaja que morava a 5 minutos a pé do trabalho e de tudo o resto, mesmo no centro de Lisboa...)


terça-feira, 6 de maio de 2008

Coisas de quem muito pensa em merdas sem interesse nenhum

Moro na casa "nova" há cerca de 1 mês e meio. Hoje fiz a cama e, se tudo correr como tenho planeado, vou usá-la para dormir pela primeira vez. Estou orgulhosa da minha decisão que serve para provar que não sou uma solteirona maluca e convicta, mas sim uma pessoa que pode escolher onde prefere dormir.

Também descobri que tenho tv cabo no quarto, motivando assim esta pequena mudança. Isso e uma terrível dor num braço que me persegue desde que comecei a dormir no sofá...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Home?!..

Sou agora a feliz locatária de um apartamento só para mim (!). Na Amadora... Ou Venda Nova, ou Portas de Benfica ou o catano.
O problema é que sou tão desorientada e esta porra está tão mal sinalizada que, cada vez que saio de casa tenho de largar migalhas no chão para encontrar o caminho de volta. O problema é que as ratazanas e as gentes pobres que moram por estes lados comem as migalhas, ergo... é um processo terrível encontrar o caminho de casa. Enfim, não estou habituada a morar nos subúrbios.
A vantagem é não ter ninguém para me chatear os cornos em casa. Agora nunca mais tenho de lavar a loiça e a casa de banho. Nunca mais... (Até que as ratazanas se apoderem dela.. eheh)
E como apanho mais trânsito do que estava acostumada, posso agora extravasar os nervos gritando com desconhecidos todos os dias. É uma excelente terapia. E as pessoas que me rodeiam vão agradecer.